Você a sente quando vai para o trabalho quando vai à igreja quando paga seus impostos. É o mundo que foi colocado diante dos seus olhos para que você não visse a verdade.- Morpheus, The Matrix.
Falemos um pouco do futuro. Sabemos que ele não existe, que é apenas uma abstração, um pensamento, uma idéia. Assim como todas as dificuldades que colocamos em nossa mente e que nos impedem de desenvolver um talento artístico, um programa de emagrecimento, de atividades físicas, de estudos etc. Tudo está acontecendo agora mesmo em nossas mentes. Pois bem, atualmente, no mercado de TI, toda uma variedade de tecnologias são definidas por gerentes, geralmente, vindos de setores burocrático-administrativos. Tais pessoas, em posição de comando, fazem suas opções baseadas no medo de errar e na fama que essas tecnologias têm no mercado como ferramentas robustas e seguras. Estamos falando de Java, a linguagem mais procurada hoje por empregadores e jovens programadores. É provável que nesse exato momento, você já tenha sido capturado pelo canto da sereia e esteja buscando justamente isso: um curso de Java. Em uma frase: há alternativas mais “humanas”.
Yukihiro Matsumoto, criador do "Ruby".
Yukihiro Matsumoto (Matz para os íntimos) é um programador japonês que desenvolveu uma linguagem chamada Ruby, na mesma época em que Java estava sendo lançada pela Sun, em meados de 1993. Com efeito, Ruby foi criada para ser uma linguagem simples, elegante e intuitiva. Resumindo o que diz Fábio Akita, proeminente programador brasileiro, a maioria das empresas que compra Java está mais interessada em desenvolvimento de aplicativos Web, mas, acabam por adquirir “uma parafernalha bastante custosa de manter.” Ruby nasceu da insatisfação de uma única pessoa e “não teve investimentos multimilionários, gigantescas campanhas de marketing ou suporte de qualquer tipo”. Grandes mudanças geralmente vêm de cabeças criativas de indivíduos isolados. Seja como for, por uma tendência natural da Atípico em escolher o lado mais fraco, adotamos Ruby como “linguagem do futuro” na empresa para todos os nossos trabalhos daqui pra frente. E mais: decidimos criar um novo curso de Rails, não a programadores de carreira, viciados às velhacarias da profissão, mas, antes, para não-programadores, designers e jovens empreendedores, que vêem na Internet uma boa oportunidade, mas, que não têm recursos suficientes para bancar a decolagem da empresa mais os “altos” valores cobrados normalmente para se desenvolver para a Web. Quem viver, verá.