O quadro geral pode apontar distintamente para uma crise, mas, preferimos nos fixar nas particularidades da microconjuntura.- Nicholas Taleb.
O mundo mudou, as empresas têm mais chance de acessar as pessoas do mundo todo através da Internet. Todavia, apenas algumas empresas têm realmente tirado proveito dessa oportunidade. Por que tão poucas? Principalmente, porque os dirigentes das corporações ainda têm a cabeça voltada para velhas estratégias campeãs de divulgação. O problema é que o mundo aprendeu a ignorar as empresas e seus anúncios. De fato, em tempos de Internet, as pessoas, em rede, querem mais é conversar, trocar e aprender. Ruim para uns, ótimo para as empresas que desenvolvem produtos notáveis, tais como o Google. Por falar no diabo, sabia que Google e Sansun fizeram uma parceria para desenvolver um celular novo, o G-Phone, que deve estar no mercado no ano que vem? Dizem que haverá serviços gratuitos de telefonia celular em troca de publicidade para situações específicas, tais como: você está saindo de uma reunião, chega a hora do almoço e quer algo diferente: um restaurante Tailandês! Daí, pega seu celular Google que lhe indicará um anúncio do restaurante tailandês mais próximo. O que acha? Ops! acabei fazendo propaganda do Google, não é? Desculpe, foi sem querer. Mas, você não ficou zangado, ficou? afinal, somos amigos e você confia na minha opinião, não é mesmo?
Robert Kiyosaki, autor de "Pai Rico, Pai Pobre".
Dei essa volta toda, apenas para tentar explicar como será a publicidade daqui pra frente com o boca-a-boca digital. Acha que fui assertivo demais? Acho que não: comerciantes, profissionais, mesmo empresas construíram uma vida inteira baseando-se no boca-a-boca. Quanto ao Marketing de interrupção, ele continuará existindo? claro! mas, a questão é: o quanto ele será efetivo? Muitas empresas fizeram fortunas muito mais rápido através de anúncios de TV e continuarão por esse mesmo caminho. Todavia, os números, que, segundo Robert Kiyosaki, “falam a verdade sobre as coisas”, dizem que hoje já não dão mais o retorno que davam antigamente. Naturalmente, isso não estava no script das multinacionais como Kodak, Agfa e Fuji, que tiveram seus negócios seriamente avariados pelo fim do filme e de nada adiantou continuar anunciando mais e mais. Terá sido o advento do digital um Cisne Negro? Naturalmente que sim, mas, o mais interessante disso é que essas empresas sabiam o que o futuro prometia, tiveram tempo para se adaptarem à mudança, mas, não fizeram nada.
Nota: “Todas as noites os homenzinhos andavam bamboleando para casa, cheios de queijo, e todas as manhãs voltavam confiantes para pegar mais... Pouco a pouco a confiança de Hem e Haw se transformou em arrogância. Logo eles passaram a se sentir tão tranqüilos que nem mesmo perceberam o que estava acontecendo.” - “Quem mexeu no meu queijo”, de Spencer Johnson.